12/06/2012

SEUIL AÎTRE

 Work carried out in 2004, during a stay in Lisbon. I discovered them in my rack and I'm surprised. I show them as they are clearly upstream of what I'm trying to achieve now. They function as a crossroads of various aspects of my discoveries. First of all I discovers, there's good and less good.

Des travaux réalisés en 2004, lors d'un séjour à Lisbonne. Je les découvre dans mon râtelier et je suis surpris. Je les montre vu qu'ils sont clairement en amont de ce que je suis en train de réaliser actuellement. Ils fonctionnent comme un croisement de divers aspects de mes découvertes. Avant tout je découvre; Il y a du très bon et du moins bon.

Trabalhos que realizei em 2004, quando passei uns quinze dias em Lisboa. Descobri-os na reserva do meu atelier, e surpreenderam-me. Eles apresentam-se como um dos indícios do que contribui para as realizações actuais, não como uma "démarche" mas como uma matéria que faz parte das minhas descobertas. Antes de mais, mais do que pintar, descubro. Aparece então, o que é muito bom e o que é menos bom.




11/28/2012

And here is another episode to signify the approach of the Gate of the Milky Way. The Charades, a language whose signs are not fixed. In fact, I do not write nor paint nor draw, I do charades, this other language that is like listening to the Music of the Spheres.

Et voici un autre épisode pour signifier l'approche de la Porte de la Voie Lactée. Les Charades, une langue dont les signes ne sont pas fixes. En effet, je n'écris, ni ne peints, ni ne dessine, je fais des charades, cette autre Langue qui est comme une écoute de la Musique des Sphères.

Aqui vem um novo episódio para significar os lugares vizinhos da Porta da Via Láctea. Charadas, uma língua na qual não existem sinais fixos. Concluio, que não escrevo, nem desenho, nem pinto, mas faço sim, charadas, língua outra que é como a audição da Música das Esferas.


11/22/2012

Milkywayangels 20121122

Et me voici de retour à mes tout petits tableaux sur papier. 
Un plaisir qui m'apaise en me donnant à cette possibilité, qui ne prétend pas se distinguer de quoi que ce soit. Ni marquer une école, ni à être original. Juste faire et faire. Puis cela fonctionne comme une charade, à chacun de la projeter, charade ouverte tel l'horizon évoqué en ce tableau. 


And here I am back in my little paintings on paper.
A soothing pleasure to give me this opportunity, which does not pretend to distinguish a flag or a school, or to be original. Just make and do. Then it works like a charade, everyone can to the project what they feel looking through, as the open horizon mentioned in this tableau suggests.

De volta à realização dos meus pequenos quadros sobre papel.
Um prazer tranquilo a partir desta possibilidade de realização. Sem pretensão alguma, nem à procura de distinção, ou de marquer uma escola, manifesto ou um estilo, nem tão pouco procuro originalidade. Fazer e fazer, só isso. Funciona como uma charada a qual se abre aquilo que cada um entende projectar.



11/21/2012

STUDIO


Un peu d’espace suffit pour en faire de grandes oeuvres. C’est la moindre des choses, que de se mettre en activité pour essayer de faire des œuvres intenses. Fini le temps des commodités, grands tableaux, toile, techniques lourdes, conventions de formats, pour satisfaire une supposée loi de marché.
Ici donc, dans un espace réduit, avec des matériaux et outils simples ; aquarelles, gouaches, trois ou quatre pinceaux et c’est parti pour la joie de faire.
Une table est déjà un atelier. L’important est de produire de l’intensité, c’est cela -et ce fut toujours mon dessein, produire un maximum d’intensité à partir d’une surface d’œuvre réduite, car pour qui a des yeux pour voir, cela lui suffit.




11/20/2012

Je me lance dans de nouveaux "tableaux dans cet esprit; pour voir ce qui peut vraiment sortir et être approfondi, c'est une manière de débloquer l'écrit et la peinture elle-même. Chaque fois c'est comme si j'avais tout à apprendre, car chaque sujet appelle de nouvelles solutions. Je n'avance pas un style mais des contenus qui se donnent des habits spécifiques. Comme des précieuses qui ne peuvent pas supporter de porter plusieurs fois les mêmes habits.






11/19/2012

OURIGO 4


Está série de quadros pintados a óleo sobre tela deu-me muita satisfação, pois tentei e procurei dar corpo às impressões dos pôr-do-sol que vivi durante 8 meses na foz do Porto. Alguns desses quadros podem parecer rudes e desajeitados, outros mais apropriados; é assim. Que capacidade seria a minha se pretendesse integrar o mistério cada dia renovado de uma estrela que lentamente deslisa para além das imensas águas. Dizem que ou foi o Claude Lorrain que inventou o Pôr-do-sol ou o Sol que inventou o Claude Lorrain.  Muito explícito, porque o mistério do Ser continua intacto, salvo no plano sobrenatural
A Júlia Pintão escreveu algo de formidável - é uma daquelas frases apropriadas que valem compêndios: O artista não é prisioneiro de nada a não ser da arte .
Esta frase, responde perfeitamente a situação actual na qual a arte se desenvolve, uma pressão de certos lobbies e instituições que pretendem e tudo fazem para imporem uma só regra de correcção, de comportamento, de formalidades que pretendem apresentar o cume duma hierarquia de valores estéticos.
Isto cansou-me e agora tinha vontade de fazer uma caminhada até à Foz do Douro e assentar-me no paredão para contemplar o por-do-sol. Mas é um bocado longe daqui e arrisco a não chegar a tempo.

Paris, Segunda Feira dia 19 de Novembro de 2012.

Z.L. Darocha


Z.L. Darocha. Ourigo 57. Pintura a óleo sobre tela. 16cm x 80cm. 2005. 



11/18/2012

OURIGO 3


Continuo a apresentar alguns quadros desta série de felicidade de pintar como um pintor desconhecido, enquanto ando a trabalhar obras sobre papel na fundação de uma nova técnica. 
O Ourigo foi mesmo um momento de grandes ânimos quando residi durante novos meses na Foz da Invicta Cidade. Fins de dia com queridas amigas e amigos. Encher o espírito, e, a carne com as sinfonias sublimes dos Por-de-Sol dessas paragens. Sempre diferentes e surpreendentes.



Z.L. Darocha. Ourigo 51. Pintura a óleo sobre tela. 150cm x 100cm. 2005.


11/17/2012

OURIGO 2ème jour.


Aqui vai mais um desses quadros feitos durante a minha estadia no Porto em 2005. Quadros muito mal aceites por alguns dos meus coleccionadores habituais, pois acham que não correspondem ao meu estilo. De facto aparentemente nada parece com aquilo que fiz até então. Nem na forma, nem na matéria. Portanto o conteúdo lá está. Qual conteúdo? Aquela busca da Luz que se abre por trás das cores e das formas, a Luz que poderá satisfazer a sede da alegria de viver. Esse é e sempre foi o meu conteúdo, com ou sem jeito, é esse o solo do meu caminho. A factura destes quadros parece ser rústica e utilitária, como qualquer desses pintores que fabricariam pintura para fazer dinheiro. Ora fazer pintura é como fazer pão. A massa vai ao forno dos corações, e francamente não sei dizer qual é o bom estilo na época que atravessamos, como não sei dizer qual é o melhor pão. Talvez seja, será mesmo o factor relevante desta época, saudável factor de abertura e multiplicação de possibilidades. A única condição é que o protagonista se entregue plenamente aquilo que realiza, que não ande a fazer coisinhas nas férias e aos domingos, que se dê inteiramente a essas Luzes que as formas porventura podem disfarçar.


Z.L. Darocha. Ourigo 54. Pintura a óleo sobre tela. 30cmx80cm. 2005.

11/16/2012

OURIGO


Não sei se é andar para trás ou se é dar dois passos em frente, mas venho aqui apresentar e aproveitar para rever uma série de quadros que realizei em 2005 e 2006. Em 2005 estacionei no Porto durante vários meses, durante os quais ia com frequência ao café restaurante da Praia do Ourigo desfrutar do por do sol, isso após ter passado o dia a pintar no atelier de Gaia. Num belo dia, decidi-me pôr-me a pintar uma série de quadros sobre esses inauditos momentos que pude observar, e por vezes esboçar a lápis num caderno, daí resultou uma grande série a que chamei simplesmente Ourigos, pois que o motivo é esse. Actualmente a paisagem mudou e o café também. Agora andam por lá a servir sushis, sushimis e outras coisas exóticas. Já lá não tem o Piano de concerto, no qual a Marylin tocava de vez em quando umas melodias que condiziam tão bem com aquele sítio tão envolvente, e ao mesmo tempo desimpedido pelo vasto horizonte pautado por navios diversos que por lá deslizavam. 


Z.L. D<rocha. Ourigo 82. Pintura a óleo sobre tela. 150x100cm. 2005

11/13/2012

TOUT SIMPLEMENT

Instant of an Angel passing. Dough rise. Painter is make bread.

Instantanée d'un Ange qui passe. Lever la pâte. Peintre c'est panifier.

Instantâneo de um Anjo que passa. Fermentar a massa, pois que pintar é panificar.

Photo by Filipe da Rocha


11/09/2012

Du pain

Gradually forms insinuate themselves, arise, enlighten, form and deform and reform. Rustic forms. A canvas can be turned into bread.

Peu à peu les formes s'insinuent, se posent, s'illuminent, se forment et déforment et réforment. Formes rustiques. Un tableau peut se transformer en pain.

Gradualmente as formas insinuam-se, instalam-se, iluminam-se, formam-se, desformam-se, reformam-se.
Formas rústicas. Um quadro pode transformar-se em pão.




11/05/2012

Milkywayangels20121031

Oil painting on canvas

39,4x31,4 inches



Peinture à l'huile sur toile. 
100x80cm


Pintura óleo sobre tela
100x80cm



11/03/2012

October Breakfast

Petit déjeuner en octobre

Pequeno almoço em Outubro.



11/01/2012


A finished painting and the other that has been drafted.
Another alive day.
Satisfied but not sated.


Un tableau achevé et l'autre que vient d'être ébauché.
Une journée pas morte.
Satisfait, mais pas repu.

Um quadro acabado e outro que acabou de ser esboçdo
Um dia bem vivo.
Satisfeito sem estar farto.


10/29/2012


Large oil painting that is perfectly shot after so many years. Executed in 2005 at my Gaia studio. Good time of unconsciousness, no torture of mind, it was a time when all that mattered to me was still painting and painting and painting and finally, at the end of the day sipping a cocktail watching the sunset on the horizon opposite the lighthouse of Ourigo located in Foz do Douro.
This is a picture of the Gaia Scienza series. As simple, since my studio is located in the city of Gaia, and reading Nietzsche Gaia Scienza being a recurrent reading, it was quite natural that I was embarking on a kind of memory that a good deal earth gives us, starting with the inevitable certainty of being here and not on Pluto.


Grande peinture à l'huile que tient parfaitement le coup après tant d'années. Exécuté en 2005 à Gaia. Bonne époque d’inconscience,  pas de tortue d'esprit, ce fut une époque où tout ce qui comptait pour moi c'était la peinture et encore la peinture, puis la peinture et enfin, en fin de journée aller siroter un apéritif en regardant le coucher de soleil à l'horizon face au phare d'Ourigo situé dans Foz do Douro.
C'est un tableau de la série Gaia Scienza. titre tout simple, puisque mon atelier se trouvant en la ville de Gaia, et, la lecture de la Gaia Scienza de Nietzsche étant chez moi récurant, il fut tut à fit naturel que je me lance dans une sorte de mémoire traitant du bon que cette terre nous offre, à commencer par l'inévitable certitude d'être ici et pas sur Pluton.

Uma grande pintura a óleo, que aguenta e melhora muito bem após tantos anos passados. reaalizada em 2005 no meu atelier de Gaia. Época bendita de inconsciência, em que não me deixei levar por torturas de mentais. tudo o que tinha importância para mim nesse periodo era pintar e sómente pintar e no fim de um dia em cheio ia até ao Ourigo tomar um aperitivo, esperar pelos amigos e contemplar os maravilhosos por de sol que lá para o fim do Oceano se executam com grande preceito. É um quadro da série Gaia Scienza, pois que é evidente que sendo o meu atelier em Gaia e sendo eu um leitor assíduo da obra de Nietzsche, o genérico dessa série não podia ser outro. Vivo na terra, merce ela homenagem e estou longe de Plutão.


10/25/2012

Gaïa Scienza


A pause to mark this beautiful Indian Summer day.
Here is the image of a big painting.
Paintings are only details among others within my activity.
I dare say that the drawings-watercolors = designs are my activity essence.
One way, among others, to try to break the veil that distorts reality.
No, the world is not reduced to a single dimension and Paul Klee was not wrong at all when he raised the possibility of "Making the invisible visible."
We'll talk later about it.


Une pause pour marquer cette belle journée d'Été Indien.
Je présente ici l'image d'un grand tableau.
Les tableaux ne sont que des détails parmi d'autres relevant de mon activité. 
J'ose dire que les dessins-aquarelles = Desseins sont pour moi l'essentiel de l'activité. 
Une manière parmi  d'autres pour chercher à rompre le voile qui déforme le réel.
Non, le monde n'est pas réduit à une seule dimension et Paul Klee n'avait pas tort du tout quand il évoquait la possibilité de "Rendre visible l'invisible".
Nous en reparlerons plus tard.


Uma pausa para marcar este belo dia de verão de S. Martinho.
Apresento aqui a imagem de uma grande pintura.
As pinturas são apenas detalhes entre outros por meio da minha atividade.
Atrevo-me a dizer que os desenhos-aquarelas = projetos; são a essência da minha actividade.
Uma forma, entre outras, para tentar rasgar o véu que distorce a realidade.
Não, o mundo não se reduz a uma única dimensão e Paul Klee acertou quando evocou a possibilidade de "tornar visível o invisível."
Mais tarde voltaremos a falar sobre disso.





10/22/2012

In a single day, one step back and two steps forward. Dancing, drawing can only do good. Give air, relax, let go of gravity.

Dans une seule journée; un pas en arrière et deux pas en avant. Danser, dessiner ne peut que faire du bien. Donner de l'air, assouplir, lâcher la pesanteur.

Num só dia, dar um passo para traz e dois passos para a frente. Dançar, desenhar, só pode fazer bem; tal faz circular o ar, liberta da gravidade, dá fléxibilidade.


A step back and then two steps forward. Vive la danse.

Un pas en arrière et puis deux pas en avant. Vive la danse.

Um passo para traz e depois dois passos para a frente. Viva a dança.


10/21/2012

Nothing really special to add, except to confirm that the adventure continues.

Rien de très spécial à ajouter, hormis confirmer que l'aventure continue.

Nada de especial para acrescentar, salvo confirmar que a aventura continua